quinta-feira, 15 de setembro de 2011
STABAT MATER
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Maria na Bíblia
Poucos conhecem Maria de Nazaré.
A presença dela nestes quase dois mil anos de cristianismo é forte, embora poucas sejam as referências na Sagrada Escritura, especificamente no Novo Testamento.
É preciso também fazer distinção entre Maria dos Evangelhos e Maria das histórias que surgiram em torno dela na tradição religiosa. Seguem alguns relatos:
MATEUS
O evangelista Mateus menciona o nome de Maria só nos dois primeiros capítulos. No capítulo 1, a genealogia de Jesus, o Messias que nasceu de Maria virgem. “A virgem está grávida, dará a luz um filho que será chamado de Emanuel”. No capítulo 2 fala da homenagem dos Magos que entraram na casa e viram o menino com sua mãe Maria...
MARCOS
Sem o Evangelho segundo Marcos, a imagem de Jesus seria mais pobre. Marcos, ao descrever a cena do encontro de Jesus com seus familiares, não menciona o nome de Maria. “Olha, tua mãe e teus irmãos estão aí fora e te procuram”. (3,31-35)
LUCAS
Lucas, no seu Evangelho, não sendo testemunha ocular, inspira-se na tradição dos que assistiram e que estiveram a serviço da palavra da mensagem evangélica.
A exemplo de Mateus, Lucas ocupa os dois primeiros capítulos de seu Evangelho no relato da infância de Jesus. Nestes capítulos ele pode contar com informações orais e documentos já escritos.
No seu Evangelho, no relato da anunciação, menciona o nome de Maria quatro vezes. Também quatro vezes no relato da visita à sua prima Isabel (cap.1).
No relato do nascimento de Jesus, o nome da Maria é mencionado três vezes e, no texto da circuncisão e apresentação, uma vez.
Lucas dedicou a Maria um único momento na vida pública de Jesus e sem lhe mencionar o nome (8,19-21).
Nos Atos dos Apóstolos é citado o nome de Maria com algumas mulheres e os apóstolos reunidos no Cenáculo, em Jerusalém, esperando a vinda do Espírito Santo. (1,12-14)
JOÃO
O Evangelho segundo João, considerado mais uma reflexão teológica do que uma narrativa da vida de Jesus, narrando a festa das Bodas de Caná, faz referência à Mãe de Jesus sem mencionar o seu nome (2,1-5).
Junto à cruz de Jesus estavam sua mãe, duas mulheres e João, o discípulo amado. Nem aqui o evangelista mencionou o nome de Maria, até no próprio ato em que Jesus a ofereceu como mãe ao discípulo amado (19,25-27).
CONCLUSÃO
No Novo Testamento, Maria está presente em três momentos essenciais: na Encarnação, na Páscoa e no Pentecostes.
Lendo o Evangelho, poderemos encontrar razões para afirmar a doutrina da maternidade espiritual de Maria.
O fato de Maria ser a mãe de Jesus Cristo, é a primeira verdade de que provêm todos os outros privilégios marianos.
Como nossa mãe, Maria é evidenciada nos documentos eclesiásticos, sem dúvida, fruto do influxo do Espírito Santo.
Em toda a história da tradição cristã, Maria ocupa um lugar de relevo na pintura oriental e ocidental. Dessa forma, a arte cristã dá testemunho do profundo amor pela Mãe de Deus que ultrapassa a própria expressão teológica.
Os cristãos devem ser como Maria: ouvintes da Palavra de Deus, orantes e oferentes.
Texto de Ir. Alcídio J. Schmitdt
quinta-feira, 2 de junho de 2011
AS SETE ALEGRIAS DE MARIA
(3) O cântico alegre de Maria: Lucas coloca nos lábios do Maria um belo cântico, durante a visita a Isabel. Este canto de louvor de Maria foi chamado de “Magnificat”, primeira palavra da sua tradução latina, que significa “engrandecer”, ou “cantar as maravilhas”. Maria está cheia do Espírito Santo e proclama as grandezas de Deus na sua história pessoal e na história de seu povo. É um cântico de alegria e de consciência profética. Maria nos ensina a exercitar a ação de graças, a reconhecer e a proclamar com alegria os sinais de Deus na existência pessoal e nas práticas coletivas.
(4) O nascimento de Jesus: Lucas nos diz que o nascimento de Jesus foi motivo de alegria para todo o povo, a começar dos mais pobres, representados pelos pastores. Há alegria no céu e na terra! Todas as pessoas do Bem sentem-se amados por Deus, no momento em que o Filho assume a natureza humana. Maria participa desta alegria de maneira única, como protagonista. Ela é a mãe do filho de Deus encarnado. Gerou, gestou e deu a luz a Jesus. O natal é festa de alegria!
(5) Alegria na missão de Jesus: Pouca gente descobriu este contentamento especial que Maria provou, ao ver seu filho anunciar o Reino de Deus, curar os doentes, acolher os pobre e marginalizados, formar os discípulos e discípulas. Esta alegria não está descrita nos evangelhos, a não ser na cena de Caná. Maria e os discípulos experimentam um imenso prazer, quando percebem que Jesus é o vinho novo! Ele realiza as grandes esperanças de seu povo. Quanta alegria Maria viveu, ao acompanhar a missão de seu filho, como a perfeita discípula!
(6) Euforia da ressurreição: Depois de viver a decepcionante e trágica experiência da morte de Cruz, Maria e os seguidores de Jesus provaram uma alegria sem par. Jesus está vivo! Ele nos dá a paz. Ele venceu a morte! A ressurreição fez a comunidade de Jesus compreender que este Homem de Nazaré é o Filho de Deus! Com este novo olhar, compreenderam tantas coisas que Jesus fez e disse. Maria participa da ressurreição de Jesus de forma original: refaz lembranças, ilumina fatos, nutre sua fé, está presente como mãe da comunidade.
(7) Alegria de Pentecostes: O mesmo Espírito de Deus, que fecundou Maria e acompanhou Jesus, agora fecunda a comunidade cristã. Cria a comunhão na diversidade, reúne o novo Povo de Deus para além das fronteiras do judaísmo. Maria, que junto com outras mulheres e os familiares de Jesus, esteve em oração com os onze discípulos, acompanha a comunidade de forma discreta. É o tempo da história! A alegria de Maria e dos outras seguidores de Jesus se transforma na nossa alegria.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Finalizando Maio
sábado, 16 de abril de 2011
As Sete Dores de Nossa Senhora
1. “A primeira dor de Maria foi a dor moral ao ouvir o velho Simeão lhe apresentar a “espada de dor” que iria acompanhá-la por toda a vida. Cada vez que Maria contemplava Jesus, lembrava-se das palavras de Simeão.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Senhora Aparecida

Uma coroa para a Rainha
Mais bela do que a aurora que desponta,
Mais fúlgida que o sol do meio-dia,
Tem suas vestes brancas como a neve,
de estrelas uma coroa traz na fronte
que toda resplandece.
Seus pés repousam leves sobre as nuvens,
nas mãos, em concha, traz para ser dado
o líquido do amor,
Seus olhos são dois fogos que incendeiam
O rosto estampa estranha singeleza
e a beleza da flor.
Bordado de pureza é o coração.
Tem mesmo a forma de um sacrário aberto
que encanta os olhos meus.
Foi ele o berço onde morou Jesus,
Um coração tão santo que eu diria
o coração de Deus.
Assim que ela aparece, deslumbrante,
que o sol e a lua invejam-lhe a beleza,
invejam-lhe o fulgor.
O céu e a terra aclamam-na rainha.
E nada falta pra que tanto seja
pois ela é a Mãe do amor.
Todos os anjos, homens e mulheres
O mundo enfim de todas as belezas
com fé assim falou:
Criando Deus esta mulher tão linda
Com trajes de Princesa e de Rainha
de fato, ele acertou!
(Pe. Orlando Gambi)
Adaptação do Cântico dos Cânticos














